Minas Solar Assinatura
Economia de Energia

Bandeira amarela em dezembro: o que muda na sua conta de luz e como se proteger do próximo aumento

8 min de leiturapor Equipe Minas Solar Compartilhar

Em 28 de novembro de 2025, a ANEEL anunciou que dezembro entra com bandeira tarifária amarela — um alívio depois de seis meses consecutivos de bandeira vermelha. Mas antes de comemorar, é importante entender o que está por trás dessa mudança, por que ela aconteceu agora e, principalmente, o que esperar dos próximos meses. Para milhões de famílias e negócios em Minas, a bandeira é um dos itens que mais variam na conta de luz — e quem se planeja sente menos o tranco.

O que aconteceu: vermelha vira amarela

Durante boa parte de 2025, o Brasil operou sob bandeira vermelha — o patamar mais caro do sistema. A combinação de reservatórios baixos, calor acima da média e maior acionamento de termelétricas empurrou o custo da geração para cima e, com ele, a sua fatura.

Com a chegada das chuvas de fim de ano e melhora nas condições dos reservatórios das hidrelétricas, a ANEEL conseguiu reduzir o patamar para amarela em dezembro. Na prática, o consumidor passa a pagar R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, em vez dos R$ 4,463 cobrados na bandeira vermelha patamar 1.

Como o sistema de bandeiras funciona

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela ANEEL para sinalizar, mês a mês, o custo real de gerar energia no Brasil. Ele é definido com base em variáveis como nível dos reservatórios, geração eólica e solar, demanda nacional e necessidade de acionar termelétricas — que são mais caras e mais poluentes.

  • Bandeira verde: condições favoráveis. Sem acréscimo na conta.
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha patamar 1: condições mais custosas. Acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha patamar 2: situação crítica. Acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.

Quanto a bandeira amarela pesa na sua fatura

Para uma família que consome 250 kWh por mês, a bandeira amarela representa cerca de R$ 4,71 a mais na conta. Para um consumo de 500 kWh, o impacto sobe para R$ 9,42. Já um pequeno comércio com 1.500 kWh mensais paga R$ 28,28 adicionais — apenas pela bandeira.

Pode parecer pouco isoladamente, mas, somado aos reajustes anuais da Cemig e ao aumento de consumo no verão, a fatura cresce de forma silenciosa. E o ponto crítico é que ninguém controla quando a bandeira sobe novamente.

Por que a mudança aconteceu agora

A bandeira é definida pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e pela ANEEL com base em modelos que projetam o custo de geração para o mês seguinte. Em novembro, três fatores ajudaram a reduzir o patamar: chuvas mais regulares no Sudeste, recuperação parcial dos reservatórios e maior contribuição da geração eólica no Nordeste.

É importante destacar: bandeira amarela não significa que a crise acabou. Significa apenas que dezembro deve operar com custos menores do que os meses anteriores. A bandeira pode subir novamente já em janeiro, dependendo do volume de chuvas no início de 2026.

Cenários para os próximos meses

Especialistas do setor elétrico trabalham com três cenários para o início de 2026. Cada um afeta a conta de luz de um jeito.

  • Cenário otimista: chuvas fortes em dezembro e janeiro, reservatórios recuperados, possibilidade de bandeira verde no primeiro trimestre.
  • Cenário moderado: chuvas dentro da média, bandeira amarela mantida, contas estáveis em relação a dezembro.
  • Cenário de alerta: chuvas abaixo da média, retorno rápido para vermelha patamar 1 ou 2, contas voltando a subir já em fevereiro.

O impacto em Minas Gerais

Minas é um dos estados mais sensíveis às mudanças de bandeira. O consumo médio é alto — chuveiro elétrico, ar-condicionado, equipamentos comerciais — e a tarifa da Cemig já é uma das mais elevadas do país. Quando a bandeira sobe, mineiro sente.

No Vale do Aço, onde o calor é constante e o uso de refrigeração é intenso, a diferença entre uma bandeira verde e uma vermelha 2 pode ultrapassar R$ 100 em uma única conta residencial — e centenas de reais em comércios e clínicas.

Como reduzir o impacto, mesmo com bandeira amarela

  • Acompanhe o consumo no app da Cemig e identifique horários de pico.
  • Reduza o tempo de chuveiro elétrico, especialmente no início da manhã e no fim da tarde.
  • Use o ar-condicionado em 23 °C — cada grau abaixo aumenta o consumo em até 8%.
  • Troque lâmpadas antigas por LED de boa qualidade.
  • Evite stand-by: réguas com interruptor cortam consumo invisível.
  • Considere energia solar por assinatura: o desconto é aplicado direto sobre o kWh consumido.

Por que a energia por assinatura é a proteção mais consistente

Hábitos ajudam, mas só uma decisão estrutural realmente protege a sua conta das oscilações da bandeira. A energia solar por assinatura aplica desconto direto sobre cada kWh consumido — e essa parte compensada sofre muito menos com os acréscimos de bandeira.

Na prática, mesmo nos meses em que a bandeira volta a subir para vermelha, quem é assinante da Minas Solar sente um aumento bem menor do que quem depende 100% da Cemig. É uma camada de previsibilidade financeira que você ganha sem investir em equipamento, sem obra e sem trocar de distribuidora.

Perguntas frequentes

A bandeira amarela vai durar quanto tempo?
A ANEEL revisa o patamar todo mês, com base nas condições de geração. Dezembro de 2025 entra como amarela, mas janeiro e fevereiro de 2026 dependem do volume de chuvas e da recuperação dos reservatórios.
Quanto custa a bandeira amarela na prática?
R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Para uma conta de 300 kWh, o acréscimo é de aproximadamente R$ 5,65 no mês.
Quem assina energia solar paga bandeira amarela?
O acréscimo da bandeira incide apenas sobre a parcela de energia que você consome direto da Cemig. A parcela compensada por créditos solares fica protegida desse impacto, o que reduz significativamente o efeito da bandeira na sua fatura final.
Posso ser surpreendido com bandeira vermelha de novo?
Sim. A bandeira pode mudar a qualquer mês. Por isso, contar apenas com bandeira favorável não é estratégia — quem se planeja com energia por assinatura tem proteção contínua.

Conclusão

A bandeira amarela em dezembro é um respiro, não um fim de ciclo. Os próximos meses dependem das chuvas, dos reservatórios e de fatores que estão fora do seu controle. Mas o tamanho da sua conta de luz, sim, está ao seu alcance. Energia solar por assinatura é hoje a forma mais simples de transformar bandeira tarifária de problema em coadjuvante.

Guia gratuito

Receba o guia "12 formas de reduzir até 30% da sua conta de luz"

Um PDF direto ao ponto, feito para clientes da Cemig em Minas Gerais. Mais novidades sobre energia, bandeiras tarifárias e dicas mensais — sem spam.

  • Checklist de hábitos que cortam até 12% da fatura
  • Como ler sua conta da Cemig sem ser enganado
  • Quando vale (e quando não vale) energia por assinatura

Ao se cadastrar, você concorda em receber conteúdos da Minas Solar. Cancelamento a qualquer momento.

Quer ver quanto você economizaria todo mês?

Simule em menos de 1 minuto. Sem investimento, sem instalação.

Continue lendo